Livro: Jogador Nº 1

O ano é 2044. O petróleo está no fim. Pessoas abandonam seus carros por não terem dinheiro para abastecê-los. Inúmeras pilhas de amontoados de trailers se formam umas perto das outras, com várias pessoas morando em seu ambiente instável.

Para tentar fugir da realidade de um mundo em decadência, pessoas do mundo todo passam suas vidas no OASIS, um ambiente virtual com realidade aumentada, que permite a quem entrar criar um avatar e viver aventuras diversas em um dos milhares de planetas criados, podendo até mesmo estudar e aprender em uma das escolas do planeta Ludus, através de óculos e um par de luvas que permitem a completa imersão do usuário ao OASIS.

O OASIS foi criado por James Donovan Halliday, um geek apaixonando pela cultura pop dos anos 80. Após sua morte, ele deixou uma fortuna estimada em 240 bilhões de dólares. Por não ter herdeiros, Halliday cria uma espécie de caça aos Easter Eggs (ovos de páscoa) que ele escondeu dentro de seu gigantesco mundo virtual. Aquele que resolver os enigmas e encontrar as três chaves espalhadas pelo OASIS, será o herdeiro de toda a sua fortuna.

“Três chaves escondidas abrem três portões guardados
E três boas qualidades deverão ser inerentes ao errante avaliado
Quem demonstrar ter os exigidos predicados
Chegará ao fim, onde o prêmio será alcançado”
Jogador Nº 1, página 15

Após saberem da herança deixada por Halliday, milhões de pessoas (cerca de 95% da população mundial possui uma conta no OASIS) passam a se dedicar na busca pelos Easter Eggs. Alguns se tornam caça-ovos, pessoas que se dedicam em tempo integral a estudar a cultura dos anos 80 e procurar pelas chaves e seus respectivos portais, e muitas delas se unem em clãs, para aumentar a chance de ganhar o prêmio.

Enquanto isso, a IOI, uma empresa de comunicação multinacional, monta um time com especialistas em diversas áreas da cultura pop para tentar achar o prêmio. Seu objetivo é conquistar o OASIS e passar a cobrar pelo acesso a conta de cada usuário (o que até agora é feito de forma gratuita), o que gera ódio entre todos aqueles que utilizam a realidade virtual, pois tal ação iria possibilitar apenas a entrada da classe mais alta ao OASIS, excluindo aqueles que possuem uma vida miserável e usam a utopia virtual para escapar da realidade.

Cinco anos se passam e, porém, ninguém consegue achar a primeira chave. Até que o jovem Wade Watts a encontra, dando início a uma euforia generalizada dentro e fora do jogo, o que pode ser perigoso para ele e para aqueles que estão entre o Cinco do Topo (os cinco primeiros jogadores que conseguem desvendar o enigma e encontrar a primeira chave).

            “Jogador nº 1” é, principalmente, um livro que exalta a cultura geek. As referências aos anos 80 são incontáveis. Para conseguir desvendar os enigmas do jogo, os personagens precisam adquirir um vasto conhecimento da cultura geek dessa década, desde música e jogos a filmes, seriados, livros e quadrinhos.

            Só para ter uma ideia, eu cheguei a fazer mais de 40 marcações de páginas com referência aos anos 80, com muitas delas citando vários jogos ou filmes de uma vez só.

“Sua postagem mais recente no blogue tinha o título de “The John Hughes Blues”, e era um texto extenso sobre os seis filmes adolescentes de John Hughes de que ela mais gostava, que ela dividiu em duas trilogias separadas: a trilogia “Fantasias de menina tola” (Gatinhas & Gatões, A Garota de Rosa-Shocking e Alguém Muito Especial) e a trilogia “Fantasias de menino tolo” (Clube dos Cinco, Mulher Nota Mil e Curtindo a Vida Adoidado).” – Jogador Nº 1, página 50.

“Nos últimos cinco anos, eu havia me ocupado de ler a lista inteira de recomendações dos caça-ovos. Douglas Adams. Kurt Vonnegut. Neal Stephenson. Richard K. Morgan. Stephen King. Orson Scott Card. Terry Pratchett. Terry Brooks. Bester, Bradbury, Haldeman, Heinlein, Tolkien, Vance, Gibson, Gaiman, Sterling, Moorcock, Scalzi, Zelazny. Li todos os livros de cada um dos autores preferidos de Halliday.

E não parei por aí.

Também assisti a todos os filmes a que ele se referia no Almanaque. Se fosse um dos favoritos de Halliday, como Jogos de Guerra, Os Caça-Fantasmas, Academia de Gênios, Minha Vida é um Desastre ou A Vingança dos Nerds, eu o assistia mais de uma vez até memorizar todas as cenas.” – Jogador Nº 1, página 82.

Gostei do livro do começo ao fim, dando 5 estrelas a ele. O que me deixou muito feliz foi saber que a Warner já comprou os direitos do livro, que terá filme dirigido por Steven Spielberg, com data de lançamento ainda desconhecida.

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3 comentários sobre “Livro: Jogador Nº 1

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