Livro: Magnus Chase e os Deuses de Asgard: A espada do verão + Sorteio!

“A espada do Verão” é o primeiro livro da série “Magnus Chase e os deuses de Asgard”, lançado em outubro desse ano, sendo o mais novo livro sobre mitologia do autor Rick Riordan, autor das séries “Percy Jackson e os Olimpianos”, “Os heróis do Olimpo” e “Crônicas de Kane”. Dessa vez, o autor irá explorar a mitologia nórdica, com deuses como Thor, Loki, Odin e muitos outros que vão sendo apresentados ao longo da história.

Esse livro conta a história de Magnus, um garoto de 16 anos que perdeu a mãe em um incêndio na casa deles quando ele tinha 14 anos. Desde então, ele mora nas ruas, contando com a ajuda de Hearth e Blitz, outros dois moradores de rua que são seus amigos.

Magnus nunca foi atrás de seus parentes após a morte de sua mãe. Apesar de ter dois tios, um deles sendo o pai de Annabeth (sim, Annabeth e Magnus são primos!), ele sempre teve reservas em procurá-los, principalmente o irmão mais velho de sua mãe, Randolph, que demonstra ter pensamentos divergentes ao de seus irmãos.

Porém, no seu aniversário de 16 anos, Magnus descobre que não é um garoto qualquer. Magnus sempre demonstrou ser mais imune a temperaturas extremas, como frio ou calor intensos. Agora, ele descobre que talvez isso tenha relação com seu pai, afinal, Magnus é filho de um deus (qualquer semelhança com todas as outras histórias de Rick Riordan é mera coincidência… ou não)!

A partir daí, Magnus encontra seu tio Randolph, tira uma espada (que mais parece um cano de esgoto) do rio Charles e luta contra Surt, lorde de Muspellheim, o reino dos gigantes do fogo e dos demônios.

“Não se parecia nem um pouco com uma espada. Segurei-a pela ponta, mas não havia cabo. Se aquilo teve uma extremidade pontuda ou afiada, já se passou muito tempo. A coisa era do tamanho de uma espada, mas estava tão esburacada e corroída, coberta de craca e brilhando com lama e limo, que não dava para ter certeza nem de que era de metal. Resumindo, era o lixo mais infeliz, sem graça e nojento que já tirei magicamente de um rio” – Magnus Chase e os Deuses de Asgard: a espada do Verão, pág. 37.

Tudo isso que eu contei até agora acontece mais ou menos até a página 50 (o livro tem um pouco mais de 400 páginas). A partir de agora, eu vou falar o que acontece logo depois da luta entre Magnus e Surt. Não são necessariamente spoilers, porque muitas coisas aparecem na própria orelha do livro (e no título do primeiro capítulo), mas, caso você não queira saber, eu resolvi deixar logo avisado para não pegar ninguém de surpresa. 🙂

A luta entre Magnus e Surt não acaba muito bem. Os dois caem no rio e Magnus morre. Sim, a partir desse momento, a história é contada pelo Magnus já morto. Ele acaba sendo mandado para Valhala, paraíso para os guerreiros de Odin, que são chamados de Einherjar (pronuncia in-RER-iar). Em Valhala, todos os guerreiros passam por várias atividades e treinamentos para o Ragnarök (o dia do juízo final, e não o jogo), como “Lutar ATÉ A MORTE!”, “Lutar em equipe ATÉ A MORTE!”, “Comer ATÉ A MORTE!”, “Guerrear ATÉ A MORTE!” e, é claro, “Praticar bikram yoga ATÉ A MORTE!”. Em Valhala, todos os Einherjar podem morrer e ressuscitar em um pequeno intervalo de tempo, podendo voltar as atividades normais do lugar “ATÉ A MORTE!” novamente. É com essas novas atividades que Magnus descobre outra capacidade que ele possui: ele é capaz não só de se curar mais rápido do que os outros guerreiros, como também possui a habilidade de curar outras pessoas através do toque.

Magnus conseguiu chegar a Valhala graças a valkíria Samirah, uma filha de Loki. O trabalho das Valkírias é escolher aqueles que morreram como heróis em batalhas e conduzi-los ou para Valhala ou para Folkvangr. É importante deixar claro que os deuses nórdicos se dividem em dois grupos, os Vanires e os Aesires. Os Vanires são deidades mais da natureza e da fertilidade, enquanto os Aesire são deuses mais da guerra. Valhala é o local para onde vão os guerreiros dos Aesires, enquanto Folkvangr é o lugar para os guerreiros dos Vanires. No dia do juízo final, ambos irão se juntar para lutar ao lado dos deuses contra os gigantes. Valhala e Folkvangr se localizam, respectivamente, em Asgard (reino dos aesires) e Vanaheim (reino dos vanires). Além desses dois mundos, existem ainda mais sete mundos, que são conectados por uma árvore chamada Yggdrasil, localizada no centro do universo. Esses sete outros mundos são: Álfaheim (reino dos elfos), Midgard (reino dos humanos), Jötunheim (reino dos gigantes), Nídavellir (reino dos anões), Niffheim (mundo primordial do gelo, da névoa e da neblina), Muspellheim  (reino dos gigantes do fogo e dos demônios) e Helheim (reino de Hel e dos mortos desonrados).

Quando Magnus é apresentado para todos em Valhala em um banquete, as Nornas, três irmãs que controlam o destino dos deuses e dos humanos, aparecem para ler o seu destino:

“Escolhido por engano, não era sua hora,
Um herói que, em Valhala, não pode permanecer agora.
Em nove dias o sol irá para o leste,
Antes que a Espada do Verão a fera liberte”
Magnus Chase e os Deuses de Asgard: a espada do Verão, pág. 96.

A partir daí, Magnus e seus amigos precisam começar uma trajetória para impedir que essa fera seja liberta, começando o Ragnarök (mais uma vez, qualquer semelhança com as outras histórias do Riordan sobre o fim do mundo é mera coincidência… ou não).

Apesar de o livro trazer aquela velha receita que o autor aprendeu que fez sucesso em Percy Jackson, repetindo-a nas suas séries seguintes, eu me diverti muito. O livro traz várias passagens engraçadas, sem falar no nome dos capítulos, que por si só já são divertidos, como “Bom dia! Você vai morrer”, “Phil, a batata, enfrenta seu destino”, “Venha para o lado negro. Temos jujubas”, “Oi, sei que você está morto, mas, se der, me liga”, dentre muitos outros.

Uma das minhas partes favoritas é quando Magnus e seus amigos vão para o mundo dos anões, Nídavellir. Lá, é costume colocar nome nos móveis, que são todos de ótima qualidade, feito pelos próprios anões:

“– Esse banco é o Descanso de Traseiros – informou Nabbi. – Feito por Gonda. Já sustentou o bumbum do mestre ferreiro Alviss. Use com conforto, Magnus, filho de Natalie. (…)” Magnus Chase e os Deuses de Asgard: a espada do Verão, pág. 260.

Outra tradição interessante dos anões é identificar o nome da mãe da pessoa com quem está se falando logo após falar o nome dela:

“– Anões são matriarcais. Acompanhamos a linhagem pela mãe. Mais uma vez, faz bem mais sentido do que seu jeito patrilineal. Afinal, uma pessoa pode nascer de uma mãe biológica solteira. A não ser que você seja o deus Heimdall. Ele teve nove mães biológicas. Mas essa é outra história.” Magnus Chase e os Deuses de Asgard: a espada do Verão, pág. 262

Ademais, outras duas partes que me divertiram muito foram as partes em que Magnus e seus amigos se encontram com os bodes de Thor, Otis e Marvin, que são mortas todos os dias para servirem de alimento ao deus, ressuscitando no dia seguinte, e a apresentação de Gleipnir e Andskoti, cordas extremamente fortes que foram feitas com elementos paradoxais para prender a fera que quer começar o Ragnarök.

 “- Meu nome é  Tanngnjóstr (…) mas ninguém me chama de Tanngnjóstr. É um nome horrível. Podem me chamar de Otis.
(…)
– Então, Otis, o que o traz aqui a este lugar que é… onde quer que estejamos?
O bode suspirou.
– Eu me perdi. Típico. Estava tentando encontrar o caminho do acampamento, mas encontrei vocês. Imagino que agora vão querer me matar e me comer no jantar.
Franzi a testa para Sam.
— Você estava planejando matar o bode?
— Não. E você?
Olhei para Otis. — Não estávamos planejando matar você.
— Não tem problema — disse ele. — Estou acostumado. Meu dono me mata o tempo todo.
— Ele… mata? — perguntei.
— Ah, claro. Basicamente, sou uma refeição falante sobre quatro patas. Meu terapeuta diz que é por isso que vivo deprimido, mas não sei. Acho que começou quando eu era pequeno…”. Magnus Chase e os Deuses de Asgard: a espada do Verão, págs. 306 e 307

“(…) Gleipnir continha o passo de um gato, o cuspe de um pássaro, o bafo de um peixe e a barba de uma mulher.
— Não sei se esse último é tão paradoxal assim — observei. (…)
— A questão é que essa corda é ainda melhor! Eu a chamo de Andskoti, o Adversário. É trançada com os paradoxos mais poderosos dos nove mundos: wifi sem lag, sinceridade de político, uma impressora que realmente imprime, comida frita saudável e uma aula de gramática interessante!” Magnus Chase e os Deuses de Asgard: a espada do Verão, pág. 288

Outra coisa que eu gostei muito de descobrir foi que o Magnus é canhoto! Pode não ser nada de mais para vocês, mas eu sou canhota e eu sempre fico feliz quando encontro outras pessoas como eu (formamos quase um clube secreto dos canhotos). Além disso, esse fato me lembrou do Soluço, protagonista do livro “Como treinar seu dragão”, que também conta uma história sobre mitologia nórdica E é canhoto. (momento “coincidências fofas” da resenha).

Além dessa semelhança com o Soluço, Magnus também tem muitas semelhanças com Kurt Cobain:

Você parece o Kurt Cobain, minha mãe dizia, para me provocar. Eu adorava o Kurt, pena que ele morreu.
Ah, adivinha, mãe!, pensei. Agora também tenho isso em comum com ele!” Magnus Chase e os Deuses de Asgard: a espada do Verão, pág. 102.

Pesquisando um pouco mais sobre a série na internet, eu achei esse trailer oficial super lindo feito pela Disney Books!

Além da série “Magnus Chase e os deuses de Asgard”, o autor já anunciou, durante a turnê para promover a série nórdica, que irá lançar um spin-off de Percy Jackson, intitulado em inglês de “The Trials of Apollo”, que irá tratar de uma série com até agora 5 livros, com o primeiro, “The Hidden Oracle”, com o lançamento previsto para maio de 2016.

Pelo que se sabe até agora, a história começa com o deus Zeus se irritando com Apolo. Para puni-lo, Zeus o transforma em um menino mortal com 16 anos de idade, mandando-o para uma caçamba de lixo em New York. Apolo tem muitos inimigos e apenas alguns amigos, que vivem no Acampamento Meio-Sangue.

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Riordan anunciando sua nova série em evento para promover Magnus Chase e os deuses de Argard

Agora, por último, mas não menos importante: nós do Petite Aquarelle decidimos fazer um sorteio para comemorar o fim do ano e o aniversário de 6 meses do blog! Nós vamos dar aos seguidores do blog 8 marcadores do livro “Magnus Chase e os deuses de Asgard”, com 4 vencedores pelo Instagram e mais 4 vencedores pelo Facebook. Quem quiser, pode participar do sorteio pelas duas redes sociais para aumentar as chances de ganhar!

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Para participar é muito fácil:
Instagram: Basta você seguir nosso perfil na rede social, curtir e compartilhar essa foto sobre o livro e a resenha, que foi postada por lá e marcar dois amigos nos comentários da nossa postagem.
Facebook: Vai seguir a mesma linha de raciocínio do Instagram. Basta curtir nossa página na rede social, curtir e compartilhar nossa postagem sobre a resenha do livro e o sorteio e marcar dois amigos nos comentários.
Vale lembrar que o sorteio vale apenas para pessoas residentes no Brasil. O resultado do sorteio será divulgado na última semana de janeiro e os vencedores terão 3 dias para entrar em contato conosco, informando seus dados para envio. Boa sorte!

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4 comentários sobre “Livro: Magnus Chase e os Deuses de Asgard: A espada do verão + Sorteio!

  1. Adorei a resenha e o fato de você ter colocado o book trailer, porque eu não tinha visto ainda, mesmo já tendo lido o livro! E concordo com você, mesmo sendo “mais do mesmo”, Rick Riordan conseguiu fazer um livro muito bom e engraçado. Eu tava morrendo de saudades dos títulos longos e esquistos, são uma das coisas que mais amo nos livros dele hahahaha E acho que ele fez (assim como em PJ) um ótimo trabalho com toda a mitologia e a geografia do livro, porque ele não escolhe um lugar qualquer e isso é incrível!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Exato! Ele faz tudo com tanto carinho que fica impossível você não amar e aprender, apesar de ser praticamente igual aos outros. ❤ Sim, os nomes dos capítulos são a melhor coisa de todas! hahahaha
      Queria que ele desse aulas de história no youtube, já pensou que legal? Ele é um dos autores dos quais eu leria até a lista de supermercado hahaha

      Curtido por 1 pessoa

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