Livro: O Casamento da Princesa

Depois de quase um milhão de anos (ao menos, é o que me parece) ou, mais precisamente, sete anos de espera, finalmente Meg Cabot decidiu voltar com a princesa mais querida de Genóvia, Mia Thermopolis. ❤

Agora com 26 anos, Mia precisa cuidar do centro comunitário que fundou, preocupar-se com as eleições que ocorrerão em breve em Genóvia e com o primo Ivan que concorre contra seu pai, lidar com o pai, que decidiu dirigir um carro de corrida em alta velocidade pelas ruas de Nova York e acabou sendo preso por isso, proteger-se de um stalker machista e agressivo que se autodenomina “DemagogoReal” e quer machucá-la, e ainda conviver com Grandmère… quanta coisa!

Ainda bem que Mia pode sempre contar com seu eterno amor Michal Moscovitz ao seu lado para esquecer de todos esses problemas… a não ser, é claro, pelo fato de ambos estarem tendo problemas para se encontrarem por causa dos paparazzi que estão sempre plantados em frente ao Consulado Geral de Genóvia (nova morada de Mia para se proteger do DemagogoReal), especulando sobre o relacionamento dos dois, sobre quando eles irão se casar e como é terrível ambos estarem tendo relações sexuais antes do casamento e sobre como Mia está grávida de gêmeos do príncipe Harry. Pelo visto, ser princesa não é tão maravilhoso como os filmes da Disney mostram para a gente, não é mesmo?

Além disso (sim, como se tudo citado acima já não fosse o suficiente para elevar a dose de estresse sentido por Mia a um nível que mantem seus olhos tremendo constantemente), um segredo guardado por anos irá finalmente vir a tona, prometendo manchar mais ainda a reputação da família real de Genóvia.

Será que a única maneira de se livrar de todos esses problemas (ou, pelo menos, dos que envolvem Michael) é finalmente se casando?

Eu estava com tanta saudades dessa série, que eu praticamente aceitaria qualquer coisa que me entregassem, mas algumas coisas me incomodaram. Primeiro, tem o fato de que, por mais que o livro tenha claramente o dobro do tamanho dos livros anteriores da série, muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo, quase não dando tempo para o leitor se acostumar, principalmente pelo fato de que tudo acontece entre 28 de abril e 8 de maio, com apenas as últimas entradas ocorrendo em 20 de junho, o que me leva a segunda coisa que me incomodou.

O segundo motivo de incômodo ocorre graças ao fato do livro ficar com um hiato de mais de um mês, tendo apenas algumas poucas páginas explicando superficialmente o que ocorre durante todo esse tempo. Sinceramente, creio que seria muito mais proveitoso se a autora decidisse parar o livro nos acontecimentos de 8 de maio e voltar com a história do 12º livro explicando melhor tudo que aconteceu a partir desse dia. Afinal, é claro que todo mundo anseia pelos detalhes dos acontecimentos desses quase dois meses de ausência!

Porém, apesar dos motivos citados acima que me deixaram um pouco insatisfeita, eu ainda sim me diverti muito com a história. O fato da Mia ser uma telespectadora compulsiva por tudo que passa na TV e uma amante da cultura nerd (quer ela queira ou não) é um prato cheio para as milhares de referências encontradas na série.

Filmes, livros e seriados são mencionados constantemente durante toda a história. Dentre eles, pode-se citar Star Wars, Orange is the New Black, Harry Potter, NCIS, O poderoso chefão,  Law & Order, O Grande Gastby, Star Trek, Jogos Vorazes, 50 tons de cinza, De repente 30, The Big Bang Theory e por aí vai (acreditem, tem tantas referências que desisti de listar todas).

“Jatinho? Ele alugou um jatinho particular?
Quem ele pensa que é agora, Christian Grey?
Não estou achando isso legal. Não sou uma mulher de 26 anos e virginal que só tem uma camisa.” O Casamento da Princesa, pág. 100

“Idiotamente, só conseguia pensar naquela cena de Guerra nas Estrelas V: o Império contra-ataca quando Obi-Wan diz que Luke é a última esperança deles e o Yoda responde “Não, tem outra.”” O Casamento da Princesa, pág. 160

“Franzi o cenho. Um dos sinais de demência em pessoas idosas é a perda de inibições sociais, e isso é certamente o caso da minha avó, que quase não se dá mais o trabalho de esconder seus preconceitos, especialmente contra homens ruivos. Apesar de todas as provas contrárias, Grandmère acredita que o verdadeiro vilão da série Harry Potter é Ron Weasley e não Voldemort.” O Casamento da Princesa, pág. 168

Bem, para resumir, o veredito final é que, apesar dos deslizes já comentados que não me agradaram muito, o novo livro da Meg Cabot sobre a princesa Mia ainda possui as diversas características que fizeram eu me apaixonar pela história dos dez primeiros desde a primeira vez que eu os li. Mal posso esperar para o lançamento do próximo livro (que obviamente ainda não tem data prevista de lançamento, já que o décimo primeiro acabou de lançar) e decidi reler os livros anteriores da série para matar a saudade de toda a história. ❤

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Um comentário sobre “Livro: O Casamento da Princesa

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