Livro: Mariah Mundi – A Caixa de Midas

“A fé será teu escudo e não temeras o terror da noite nem da seta que voa de dia nem da peste que ronda a escuridão. Mil cairão ao teu lado e dez mil à tua direita, mas nenhum mal te atingirá”. – Mariah Mundi: A Caixa de Midas, pág. 122.

Mariah Mundi é um garoto de quinze anos que estuda na Chiswick Colonial School, onde seus pais o matricularam antes de viajar para o Sudão e jamais retornarem. Agora, após o pagamento adiantado de seus pais acabarem, Mariah é forçado a deixar a escola e ir para o Hotel Prince Regent, com seu terno de cinco libras, dado aos alunos da Colonial School por bom comportamento.

Antes de pegar o trem para o Prince Regent, porém, Mariah encontra por acaso um homem desconhecido, chamado Perfidious Albion, que o entrega um baralho misterioso e o pede para enviar para o Hotel Claridges, onde estará hospedado, em troca de uma passagem da primeira classe para qualquer destino.

Feito isso, Mariah pega sua passagem e, já no vagão, encontra outros dois personagens curiosos: Capitão Jack Charity, um oficial da coroa carrancudo que está voltando para a sua cidade natal, e Isambard Black, um homem que também é ex aluno da Colonial e está indo se hospedar no Prince Regent para descansar.

Ao chegar no Prince Regent, mais personagens são introduzidos, como Sacha, uma garota curiosa e astuta que também trabalha no local; Otto Luger, o dono do Prince Regent, responsável por várias criações que utilizam dos supostos poderes curativos das águas do mar para atrair hóspedes para o local; Quadlibett, dono de uma loja de doces chamada Vendorium e amigo de Sacha; e Bizmillah e Mônica, responsáveis pelos espetáculos de mágica no hotel.

Antes, Mariah pensava que esse seria apenas um trabalho como outro qualquer, que o sustentaria para o resto da vida após o desaparecimento dos seus pais, já que ele não tem mais nenhum familiar para encontrar. Após chegar no hotel, porém, Mariah descobre que várias garotos da Colonial School já foram mandados para o local e sumiram, misteriosamente, sem deixar rastro algum. Agora, Mariah precisa do apoio de Sacha para resolver esse mistério e não ser mais um garoto da Colonial desaparecido.

Durante o enredo, o livro cita alguns artefatos mágicos, como o baralho Panjandrum e as três facas com lâmina tripla, além da própria Caixa de Midas, que dá nome ao título do livro:

“É um baralho tão ousado, tão espantoso, que meu maior desejo é tocá-lo. Nas mãos certas, o baralho conhece o coração das pessoas, e conta a  vida delas em figuras dançantes, como se fosse um lindo palco povoado pelos melhores artistas.” – Mariah Mundi: A Caixa de Midas, pág. 58.

“Apenas três iguais a esta foram feitas. Diz-se que foram forjadas nos vulcões ardentes da Islândia, de um pedaço de minério que jamais foi visto outra vez. Tem o brilho do ouro e a resistência do aço.” – Mariah Mundi: A Caixa de Midas, pág. 162.

“Uma lâmina tripla para uma morte tripla. Não mata apenas o corpo, como também a alma e o espírito, uma lâmina para cada um deles e mantém até os fantasmas mais assustadores no túmulo por toda a eternidade.” – Mariah Mundi: A Caixa de Midas, pág. 280.

“Uma caixa mágica de metal que transforma em ouro, do mais refinado tudo que for colocado dentro dela. Isso saciaria todos os meus desejos; ultrapassaria qualquer habilidade manual e mágicas grosseiras. Eu seria um homem feliz se conseguisse obter a Caixa de Midas.” – Maria Mundi: A Caixa de Midas, pág. 20.

Outro artefato interessante é um óculos que vê todas as pegadas daquele que você procura, de possessão do detetive Grimm, um homem magro e corpulento que, junto ao detetive Grendel, um homem alto e esguio, trabalha para Otto Luger.

“- É como uma trilha de vapor vermelho que segue a todos nós, invisível para todo mundo.” – Maria Mundi: A Caixa de Midas, pág. 338.

Tudo que é preciso para encontrar o rastro de uma pessoa é conseguir algum pertence dela, seja um fio de cabelo, um lenço usado ou um farrapo de pano rasgado de alguma roupa daquele que se procura.

“Eu giro este botão e, depois que a frequência foi registradas, poderei segui-lo a vida inteira.” – Maria Mundi: A Caixa de Midas, pág. 339.

Algumas críticas, quando foram lançadas em locais como a BBC News e NY Times, compararam a história com o “mais novo Harry Potter” e o autor como “O novo C. S. Lewis”.

O livro em si é cheio de mistérios, com criaturas fantásticas, como o Kraken, um ser marinho que assombra os moradores da ilha; um crocogão denominado Cuba, que é o crocodilo gigante de estimação do Capitão Charity; e um pagurus gigante, do tamanho de um cachorro, tendo algumas partes assustadoras ou de suspense que, apesar de ser tachado como um livro infantil, pode deixar alguns adultos com os cabelos em pé.

A história se passa na Inglaterra vitoriana e é narrada em terceira pessoa, sendo dividida em capítulos com alguns deles com nomes em latins no título, o que talvez traga alguma pista sobre o que ocorrerá na história em seguida, já que o livro é o primeiro de uma trilogia.

O livro no início é meio parado, não atraindo muito a atenção do leitor, o que munda completamente quando as cenas de ação e/ou suspense começam a acontecer, sendo quase impossível de largá-lo.

Em 2013, foi lançado um filme intitulado “O Aventureiro: A Maldição da Caixa de Midas”, que é uma adaptação do livro. Porém, a adaptação é tão mal feita, com cenas mal resolvidas e com aspectos completamente diferentes do livro, que não vale nem a pena ser assistida. Se você quer saber mais sobre a história de Mariah, a única fonte confiável disponível é o livro, deixando para o filme apenas o papel de confundir e indignar aqueles que o assistem.

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2 comentários sobre “Livro: Mariah Mundi – A Caixa de Midas

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