Livro: Mariah Mundi – Os Diamantes Fantasmagóricos

” Não se pode fugir quando as coisas dão errado. (…) Às vezes é preciso ficar e lutar” – Mariah Mundi: Os Diamantes Fantasmagóricos, pág. 117

ATENÇÃO: ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO DA SÉRIE: MARIAH MUNDI – A CAIXA DE MIDAS

Gormemberg, um homem de mil disfarces, procurado pela polícia por seus diversos crimes, finalmente foi desmascarado. Antes disso, ele foi responsável pela morte de Otto Luger, disfarçando-se logo em seguida para tomar o lugar do dono do Prince Regent. Agora, após sua morte, Capitão Charity, um velho amigo dos pais de Mariah, assume a gerencia do hotel. Junto a eles, Mariah e Sacha trabalham para que a fama internacional do Prince Regent continue impecável.

Porém, tudo muda quando o general austríaco, Barão Hoetzendorf , o comandante russo, Sr. Pugarchev, o emissário do Imperador do Japão e o embaixador americano sofrem, em apenas alguns minutos de diferença, combustão espontânea na frente de dezenas de hóspedes, durante o baile que ocorria no salão do hotel.

Além disso, um grandioso barco, denominado Marferri, chega à cidade trazendo Dedalus Zogel, um americano rico e poderoso, e Lucius Nibelungen, seu fiel criado, para se hospedarem no hotel, aumentando ainda mais o clima de tensão ao redor.

Para piorar tudo, Sacha desaparece subitamente, sem deixar rastros ou qualquer sinal de seu paradeiro, poucos dias depois de um homem misterioso, com a cara queimada coberta por uma máscara teatral dourada, tentar matá-la.

Agora, Charity e Mariah estão com suas vidas em risco. Charity precisa provar sua inocência em relação ao incidente ocorrido no baile, que foi comprovado ser um assassinato, enquanto o Inspetor Walpole, um ex-amigo de infância, faz de tudo para condená-lo. Enquanto isso, Mariah descobre que mais de uma pessoa quer acabar com sua vida. Sendo assim, ele precisa fugir dessas pessoas e encontrar Sacha, onde quer que ela esteja.

O segundo livro da trilogia Mariah Mundi apresenta novos personagens acrescentados ao enredo, como Titus Salt, um homem que possui misteriosas visões sobre aqueles ao seu redor e é proprietário do Aquário Marinho e Palácio do Prazer de Titus, um local cheio de criaturas marinhas bizarras, frutos de experiências doentias de Luger enquanto vivo; Sra. Mukluk, recepcionista do Prince Regente que passa a maior parte do tempo dormindo, enquanto espera pela volta de seu filho que se perdeu em alto mar; Ebenezer Wolf, prefeito da cidade; e Bardolph, o Mestre Templário de uma sociedade secreta denominada Socidade da Verdade.

Além desses personagens, outros personagens do primeiro livro retornam, como os detetives Grimm e Grendel, antes capangas de Gormemberg, agora trabalhando para forças que estão contra Mariah; Isambard Black e Perfidious Albion, que na verdade são irmãos que trabalham para o Departamento de Antiguidades, a qual Mariah e Charity também fazem parte; e Quadlibett, que se torna um importante aliado do personagem principal e seus amigos.

Com a chegada e Bardolph, é introduzida a existência de uma sociedade secreta, que exerce um papel importante na trama, estando presente na ilha há anos, sem atrair atença até o presente momento, com suas reuniões ocorrendo no Athol House, um hotel em frente ao Prince Regent:

“A meta da Sociedade da Verdade é deixar de lado as preocupações terrenas. Agimos em prol do bem, a favor das causas belas e nobres. Somos os guardiões, o poder por detrás do poder. (…) não pense que este mundo é dirigido pelos governantes e pelos políticos, porque isso não é verdade. (…) A Sociedade da Verdade fornece presidentes e primeiros-ministros para a tarefa. Desde a nossa fundação, há mil anos, nosso poder aumentou.” – Mariah Mundi: Os Diamantes Fantasmagóricos, pág. 206

“(…) Em um dos dedos, Mariah viu um anel, com uma moeda de vinte xelins de ouro, e, gravada nela, havia algo parecido com um esquadro e um compasso. Mariah já tinha visto esse símbolo na porta da frente da casa oposta ao Prince Regent. Todas as quinta-feiras ele via homens saltarem de suas carruagens e subir rapidamente os degraus, como se não quisessem ser vistos.(…) da escotilha do seu quarto na torre (Mariah) sempre observava os estranhos visitantes que iam à dilapidada Athol House do outro lado da praça.”  – Mariah Mundi: Os Diamantes Fantasmagóricos, pág. 45

É com a relevação dela que descobrimos mais sobre o Prince Regent, sua construção e sua função:

“Foi construído por um grande arquiteto, de acordo com o princípio divino. Tem um quarto para cada dia do ano, um pavimento para cada mês e uma cúpula para cada estação. Está voltado para nossa cidade sagrada e só pode ser visto perfeitamente pelos gaviões do mar que voam lá no alto. Sr. Grimm, o Prince Regent é um relógio imenso que marca as horas para a Sociedade da Verdade.” –  – Mariah Mundi: Os Diamantes Fantasmagóricos, pág. 206

O foco principal do livro, porém, são os Diamantes Fantasmagóricos, jóias famosas que foram obtidas pelos Fantasmas, contrabandistas que se escondiam pelos diversos túneis existentes na cidade antes de serem capturados:

(…) Diamantes Fantasmagóricos perdidos para sempre quando a gangue foi apanhada e enforcada pelo que eles tinham feito. Eles não contaram a ninguém. Fala-se que lhes prometeram a liberdade se dissessem onde estava o tesouro, mas, mesmo no patíbulo, eles mantiveram o silêncio. Se eles não iam ficar com os Diamantes Fantasmagóricos, ninguém mais ficaria. – Mariah Mundi: Os Diamantes Fantasmagóricos, pág. 178

Tais diamantes possuem propriedades mágicas espetaculares:

“Foram cortados de um diamante do tamanho de um crânio e divididos em sete diamantes iguais. Diz-se que se você olhar fixamente para o centro de cada pedra, é possível ver como vai estar o seu rosto no dia em que você morrer. É por isso que são chamados de Diamantes Fantasmagóricos.” – Mariah Mundi: Os Diamantes Fantasmagóricos, pág. 147

O segundo livro da trilogia Mariah Mundi é, sem dúvida, superior ao primeiro. Com diversas cenas de ação e mistério, ele prende a atenção do leitor do início ao fim, trazendo mais pontos a serem discutidos e levantando questionamentos sobre o paradeiro dos pais de Mariah. Além disso, muitos novos aspectos são apresentados juntos com a introdução dos novos personagens. Alguns desses aspectos, porém, não foram solucionados durante o livro. Resta esperar que o último livro da trilogia, “A Nau dos Insensatos”, cumpra essa função.

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